Entrevista com Pedro Camilo

Uma das novidades do EntreMédiuns 2015 é a estreia do jovem Pedro Camilo (BA) comoorador doevento. Será mais um baiano que com certeza irá abrilhantar as discussões, como outros que já participaram. Se você conhece Pedro Camilo, veja um pouco Pedro 2do que ele irá trazer para o evento deste ano; se ainda não conhece, leia um pouquinho sobre ele e tenha uma pitadinha do que você terá no EntreMédiuns 2015.


 

Olá, Pedro Camilo! Como é a primeira vez que estará no EntreMédiuns de Belo Horizonte, gostaríamos de pedir que fale um pouco de si mesmo. Suas atividades espirituais, produções… O que as pessoas podem esperar ao ouvir o Pedro no EntreMédiuns?

Olá a todos os participantes do EntreMédiuns. É um prazer estar com vocês. O que posso falar de mim? Sou um “jovem” de 33 anos que, desde os 13, se apaixonou pelo espiritismo e dele não pretende se separar – rssss.

Estudo e pratico a mediunidade desde os 15 anos e a ela tenho dedicado minhas publicações, como “Mediunidade: para entender e refletir” e “Abc da prática mediúnica”, em parceria com Rita Foelker. Também estudo a vida e a obra da médium Yvonne do Amaral Pereira, do que resultou os livros “Yvonne Pereira: uma heroína silenciosa”, “Pelos caminhos da mediunidade serena” e “Devassando a mediunidade”.

Como médium, publiquei o livro “Mente aberta”, do espírito Bento José, título que dá nome à editora que fundamos em 2012, Editora Mente Aberta. Faço palestras, escrevo artigos, colaboro no Núcleo Espírita Yvonne Pereira, de Paulo Afonso, Bahia. E, acima de tudo, procuro ser kardeciano – e é exatamente isso que os amigos do EntreMédiuns podem esperar de mim, no próximo mês de junho.

 

Entre os vários temas que o EntreMédiuns propõe para reflexão, há uma oficina ligada à comunicação: “Quem não se comunica, se estrumbica”. Nela, será abordada a mediunidade e os desafios da comunicação. O que se pode falar de um tema como este?

Muita coisa. Infelizmente, temos esquecido que o médium não é só intermediário dos espíritos. É ele, também, quem dá forma e conteúdo, em grande parte, às comunicações. A filtragem do que é “dito”, transmitido pelo espírito, é toda feita pelo médium, daí por que é indispensável entender que o médium não é mero passivo, é agente-paciente do fenômeno.

Compreender o mecanismo de percepção, interpretação e tradução das informações é condição indispensável para garantir o bom senso e uma análise fria, desapaixonada, de quanto os “espíritos” transmitem. Na verdade, o que vemos, como resultado, não é propriamente o que os espíritos transmitiram, mas aquilo que o médium percebeu, interpretou e traduziu do que os espíritos transmitiram. Esses intrincados processos precisam ser clareados e bem compreendidos. Nosso papel será o de tentar colocar um ou dois tijolos para edificar essa discussão.

Qual sua expectativa para este evento, que terá palestras, mesas-redondas, oficinas, minicursos para o participante?

A melhor possível. Acredito que teremos pessoas verdadeiramente interessadas no bom aprendizado espírita, o que nos estimula bastante. Serão dois dias intensos de bons debates, de discussões saudáveis e, acima de tudo, daquilo que Michel Foucault chama de “vontade de verdade”, ou seja, a compreensão do discurso como uma experiência fruto da relação entre o que é dito como verdade e o “lugar de fala” daquele que diz.

Faça um convite às pessoas para estarem no EntreMédiuns 2015!

Amigos, espero que, juntamente a vocês e aos amigos Marcos Leão, Djalma Argollo, Deusa Samú, Jacob Melo e Leonardo Möller, possamos nos reunir entre os dias 19 e 21 de junho no EntreMédiuns. Garanto a vocês que serão momentos de muito estudo, alegria e renovação. Não pensem duas vezes: preparem as malas e os corações, pois, juntos, estaremos lá e de lá sairemos mais felizes. Aquele abraço!

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